11.10.17-Sobre Gilmar Mendes
Todos estamos sujeitos a errar mais de uma vez, mas não na cúpula do Judiciário. Gilmar Mendes devia ser aconselhado a se aposentar antes de mergulhar na indignidade, pois já comprovou que seus conhecimentos jurídicos, que são inegáveis, não são mais úteis para calibrar sua capacidade de julgamento. Esta depende também de uma disposição mental (treinada e resiliente) voltada para investigação fática e a busca da equidade, qualidades que Gilmar já demonstrou não ter. Esperemos que continue a escrever bons livros de Direito Constitucional, que dependem apenas de esforço, informação e intelecção - e não de bom julgamento.
Gilmar Mendes é o ministro mais desaprovado pela população (67%, conforme pesquisa da Ipsos). Só conta com 3% de aprovação (marca só registrada por Michel Temer). Cármen Lúcia, pela primeira vez, está mais desaprovada (36%) que aprovada (31%). Se não colocar em pauta prontamente os pedidos de suspeição contra Gilmar, dentro de pouco estará alcançando a ridícula popularidade do Temer.
Gilmar agora libertou o larápio conhecido como “rei do ônibus”, que foi preso num aeroporto tentando sair do país com documentos sigilosos. Tudo isso depois de ter sido padrinho de casamento da sua filha. Disse que isso não afeta sua imparcialidade (!).
Antes Gilmar libertara o “rei da ficha-suja no Brasil”, José Riva, de Cuiabá (MT), sua terra. Também libertou Eike Batista e seus asseclas, que é cliente do escritório da sua mulher (Guiomar).

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